sábado, 30 de maio de 2015


NOVO ARMAMENTO NÃO LETAL SERÁ UTILIZADO NO CEARÁ


Um novo tipo de armamento não letal foi autorizado pela Polícia Federal a ser utilizado no Ceará. Pistolas que emitem descargas que conseguem retardar os movimentos neuromusculares de suspeitos de crimes foram adquiridas por uma empresa de segurança privada e deverão ser utilizados por vigilantes, que atuam na segurança de hospitais, escolas e grandes eventos.

A arma de choque, chamada Spark, é a primeira deste tipo feita no Brasil. Ela possui dispositivos de segurança que permitem auditorias em casos de mau uso; e que inviabilizam sua utilização, em caso de roubo.

“A Spark emite cinco segundos de descarga, diferente da Taser que enquanto o gatilho for disparado, continua emitindo a corrente. Este artifício de descontinuar a carga é importante, porque o uso inadequado destas pistolas podem fazer com que elas deixem de ser não-letais. Uma descarga exagerada pode ser letal”, declarou João Paulo Lima, gerente de operações de alto risco da Servis Segurança”.

De acordo com Lima, um minuto após o disparo da Spark, o alvo começará a recobrar seus movimentos e em cerca de cinco minutos deverá ter se recuperado totalmente. Segundo ele, a voltagem de uma descarga da arma chega a 50 mil volts, mas a potência não é determinante para que uma arma não letal se torne letal.

“O que influi na letalidade é a amperagem, que é muito baixa. Mesmo pessoas que tenham problemas cardíacos e usam marca-passos, por exemplo, não são afetadas por um único disparo, porque o equipamento instalado no paciente tem um conversor de descargas”, afirmou o diretor.

Secundária

João Lima lembra que a arma não-letal será um auxílio, um armamento secundário. Os dez vigilantes da Servis que foram treinados para portar as pistolas continuarão usando seus revólveres. “A arma incapacitante neuromuscular é indicada para lugares ou situações em que não é indicado o uso de armas de fogo. Uma invasão a um hospital, por exemplo, pode ser controlada pela Spark, sem que seja feito um disparo que acabe ferindo um inocente em sua trajetória”.

O diretor executivo da Servis Segurança, Giuliano Loreiro, disse que esta é uma tentativa da empresa de contribuir com a cultura de paz. “Entendemos que é possível fazer segurança preservando o bem maior, que é a vida. Este é um conceito, que pretendemos ampliar e fazer com que toda a sociedade perceba”, afirmou Loreiro.



Diário do Nordeste

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