sexta-feira, 10 de maio de 2013

Dono do Bar do Bino relata últimos momentos de Advogado executado em Natal

http://portalnoar.com/wp-content/uploads/2013/05/Banheiro-do-Bar-do-Bino-onde-Antonio-Carlos-foi-executado-a-tiros-001-300x225.jpgAinda muito abalado, o proprietário do “Binos Bar”, Severino Terto da Silva, 60 anos, lembra das últimas palavras que ouviu do advogado criminalista Antônio Carlos de Oliveira Silva, 41 anos antes desse ser executado em seu estabelecimento na noite desta quinta-feira (9): “doutor, vou ali no banheiro”. Amigo de longo tempo do conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte (OAB/RN), o comerciante diz estar chocado com o assassinato. “Jamais imaginava que aconteceria algo assim”.

Severino da Silva conta que o advogado tinha chegado pouco tempo antes do ocorrido em seu bar, localizado à Avenida Lima e Silva, no bairro Nossa Senhora de Nazaré, zona Oeste de Natal. Ele sequer se lembra se o criminalista chegou a tomar alguma cerveja. Segundo o proprietário do estabelecimento, Antônio Carlos tinha ido ao local para beber com um amigo. “Ele frequentava meu bar há quase oito anos. Era muito querido de nós todos”.

Por volta das 20h30, depois de cumprimentar o amigo, Severino Silva diz ter ido a outra mesa falar com uma mulher. Nesse momento, o advogado se levantou e foi ao banheiro do bar, que fica na lateral, na Rua Ary Barroso. Logo em seguida, o proprietário do estabelecimento diz ter ouvido os disparos. “Todo mundo correu para fora do bar e eu fui até o banheiro para ver o que era. Vi quando um homem vestido de preto e encapuzado correu até a outra esquina e entrou em um carro, que saiu em disparada”.

Ao entrar no banheiro de seu estabelecimento, Severino Silva viu a cena chocante: o advogado fora executado no local com sete tiros. Imediatamente a Polícia foi acionada e compareceu ao bar, mas ainda não localizou os suspeitos.

O proprietário do bar alega que Antônio Carlos jamais comentara sobre qualquer ameaça ou problema que vinha sofrendo nos últimos dias. “Ele, na verdade, era muito brincalhão e jamais demonstrou tensão entre nós”. Severino Silva não faz ideia do motivo do crime. “Ele era muito querido. Não dá para acreditar”.
 
Fonte: Portal no Ar

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